segunda-feira, 9 de julho de 2012
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terça-feira, 3 de julho de 2012
Para refletir!
De acordo com o Relatório Save
the Children: Todos os anos um milhão de adolescentes morre ou tem
complicações devido a gravidez
"Kali tem 12 anos e vive no Paquistão com o marido Faqeera,
de 18 anos. Casou ainda antes de ter a primeira menstruação. Quando esta surgiu
foi o marido que lhe explicou o que era. Foi a primeira e única. Está grávida.
Todos os anos há cerca de um milhão de raparigas que morrem ou que ficam com
problemas de saúde na sequência de uma gravidez precoce. Os dados e a história
de Kali fazem parte de um relatório da organização Save The Children, que
refere que a situação é predominante nos países em desenvolvimento.
De acordo com o documento Every Woman's Right: How family
planning saves children's lives, que acaba de ser divulgado, as raparigas que
engravidam com menos de 15 anos têm cinco vezes mais probabilidade de morrer
durante a gravidez ou durante o parto do que se engravidassem com 20 ou mais
anos. “O risco de morte materna aos 15 anos é de 1 em 3800 casos nos países
desenvolvidos e de 1 em 150 nos países em desenvolvimento”, sublinha a Save The
Children.
A organização frisa que todos os dias existem cerca de 25 mil casamentos de raparigas com menos de 18 anos, o que associado à falta de planeamento familiar acaba por fazer disparar o número de gravidezes em corpos que ainda não estão totalmente desenvolvidos. A situação é mais comum nas zonas rurais e em famílias com baixa escolaridade.
Foi este o caso de Kali. “Tive o meu primeiro período 15 dias depois de casar. Não fazia ideia do que estava a acontecer. O meu marido explicou-me o que era. Mas no mês a seguir nada aconteceu. Quando passou um segundo mês e voltou a não acontecer nada disse ao meu marido. Ele disse que eu talvez estivesse grávida. Levou-me a um médico que confirmou que estava grávida de dois meses. Fiquei estática. Telefonei de imediato para casa e contei à minha mãe. Ficou preocupada que fosse demasiado nova para tudo isto. Eu não prestei muita atenção mas, mais tarde, quando a minha irmã me falou dos perigos e complicações de uma gravidez fiquei ansiosa”, conta no relatório.
“A questão das crianças que têm crianças – e que morrem porque os seus corpos são demasiado imaturos para ter um bebé – é um escândalo global”, afirma, em comunicado, o director-executivo da Save The Children, Justin Forsyth. O responsável acrescenta que “esta tragédia não afecta apenas aquelas raparigas mas também as suas crianças” que têm 60% mais probabilidades de morrerem.
Ásia e África são os piores locais
Em média, diz o documento, em todo o mundo uma em cada cinco raparigas são mães adolescentes, ou seja, têm um filho com menos de 18 anos. A situação acontece sobretudo em países em desenvolvimento na Ásia, como Índia, Paquistão, e Bangladesh. Mas também é um problema em África, onde se destacam países como Nigéria, Guiné, Madagáscar, Mali, Níger e Serra Leoa.
O documento alerta, ainda, que duas gravidezes com menos de 24 meses de intervalo também representam um risco acrescido para as mães e bebés. “Permitir o acesso ao planeamento familiar de forma a que a mulheres possam adiar a concepção durante pelo menos três anos após o parto reduz o risco materno e do feto de complicações e pode salvar até 1,8 milhões de vidas todos os anos”, lê-se no relatório. Os autores adiantam também que 222 milhões de mulheres em todo o mundo que não querem ficar grávidas não têm acesso a formas de contracepção modernas.
A organização refere que tem tentado desenvolver um trabalho de sensibilização em vários países em desenvolvimento, no sentido de convencer as famílias a deixarem as filhas completar a escola antes de casar, como forma de adiar a maternidade que “pode ser uma sentença de morte”.
O documento surge numa altura em que em Julho um grupo de especialistas e líderes mundiais se vão reunir em Londres num encontro que será dedicado ao planeamento familiar e que é apoiado pelo Governo do Reino Unido e pela Fundação Bill e Melinda Gates.
Em Portugal, apesar do número de mães adolescentes ser elevado a situação tem vindo a melhorar. De acordo com dados da ONU de 2009, relativos a 2007, Portugal tem das mais altas taxas de fertilidade em adolescentes da Europa. Na tabela dos 27, Portugal surge em oitavo lugar, com uma taxa de fertilidade em adolescentes de 16,5. Em 2009, o número de nados vivos de mães com idades entre os 11 e os 19 foi o mais baixo desde finais da década de 70, mas mesmo assim ultrapassou os quatro mil, o que significa que, por dia, 12 adolescentes tiveram bebés. A média na zona euro é de 8,4."
A organização frisa que todos os dias existem cerca de 25 mil casamentos de raparigas com menos de 18 anos, o que associado à falta de planeamento familiar acaba por fazer disparar o número de gravidezes em corpos que ainda não estão totalmente desenvolvidos. A situação é mais comum nas zonas rurais e em famílias com baixa escolaridade.
Foi este o caso de Kali. “Tive o meu primeiro período 15 dias depois de casar. Não fazia ideia do que estava a acontecer. O meu marido explicou-me o que era. Mas no mês a seguir nada aconteceu. Quando passou um segundo mês e voltou a não acontecer nada disse ao meu marido. Ele disse que eu talvez estivesse grávida. Levou-me a um médico que confirmou que estava grávida de dois meses. Fiquei estática. Telefonei de imediato para casa e contei à minha mãe. Ficou preocupada que fosse demasiado nova para tudo isto. Eu não prestei muita atenção mas, mais tarde, quando a minha irmã me falou dos perigos e complicações de uma gravidez fiquei ansiosa”, conta no relatório.
“A questão das crianças que têm crianças – e que morrem porque os seus corpos são demasiado imaturos para ter um bebé – é um escândalo global”, afirma, em comunicado, o director-executivo da Save The Children, Justin Forsyth. O responsável acrescenta que “esta tragédia não afecta apenas aquelas raparigas mas também as suas crianças” que têm 60% mais probabilidades de morrerem.
Ásia e África são os piores locais
Em média, diz o documento, em todo o mundo uma em cada cinco raparigas são mães adolescentes, ou seja, têm um filho com menos de 18 anos. A situação acontece sobretudo em países em desenvolvimento na Ásia, como Índia, Paquistão, e Bangladesh. Mas também é um problema em África, onde se destacam países como Nigéria, Guiné, Madagáscar, Mali, Níger e Serra Leoa.
O documento alerta, ainda, que duas gravidezes com menos de 24 meses de intervalo também representam um risco acrescido para as mães e bebés. “Permitir o acesso ao planeamento familiar de forma a que a mulheres possam adiar a concepção durante pelo menos três anos após o parto reduz o risco materno e do feto de complicações e pode salvar até 1,8 milhões de vidas todos os anos”, lê-se no relatório. Os autores adiantam também que 222 milhões de mulheres em todo o mundo que não querem ficar grávidas não têm acesso a formas de contracepção modernas.
A organização refere que tem tentado desenvolver um trabalho de sensibilização em vários países em desenvolvimento, no sentido de convencer as famílias a deixarem as filhas completar a escola antes de casar, como forma de adiar a maternidade que “pode ser uma sentença de morte”.
O documento surge numa altura em que em Julho um grupo de especialistas e líderes mundiais se vão reunir em Londres num encontro que será dedicado ao planeamento familiar e que é apoiado pelo Governo do Reino Unido e pela Fundação Bill e Melinda Gates.
Em Portugal, apesar do número de mães adolescentes ser elevado a situação tem vindo a melhorar. De acordo com dados da ONU de 2009, relativos a 2007, Portugal tem das mais altas taxas de fertilidade em adolescentes da Europa. Na tabela dos 27, Portugal surge em oitavo lugar, com uma taxa de fertilidade em adolescentes de 16,5. Em 2009, o número de nados vivos de mães com idades entre os 11 e os 19 foi o mais baixo desde finais da década de 70, mas mesmo assim ultrapassou os quatro mil, o que significa que, por dia, 12 adolescentes tiveram bebés. A média na zona euro é de 8,4."
Fonte: Jornal Público
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terça-feira, 19 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Sugestão cinematográfica: "Um homem de sorte"
"Um Homem de Sorte" (The Lucky One), drama romântico baseado no
bestseller de Nicholas Sparks e tem no elenco Zac Efron (17 Outra Vez, A
Morte e a Vida de Charlie), Taylor Schilling (do inédito Atlas
Shrugged) e Blythe Danner (Entrando Numa Fria, Entrando Numa Fria Maior
Ainda).
"Um Homem de Sorte" conta a história do sargento da Marinha norte-americana Logan Thibault (Efron), que retorna após servir no Iraque pela terceira vez, trazendo a única coisa que ele considera que o mantém vivo -- uma fotografia que ele encontrou de uma mulher desconhecida. Após descobrir onde ela mora e que seu nome é Beth (Schilling), ele vai até sua casa e acaba aceitando um emprego no canil administrado por sua família. Apesar da desconfiança inicial de Beth e de seus problemas pessoais, eles iniciam um romance, fazendo com que Logan espere que Beth possa ser muito mais do que seu amuleto da sorte."
"Um Homem de Sorte" conta a história do sargento da Marinha norte-americana Logan Thibault (Efron), que retorna após servir no Iraque pela terceira vez, trazendo a única coisa que ele considera que o mantém vivo -- uma fotografia que ele encontrou de uma mulher desconhecida. Após descobrir onde ela mora e que seu nome é Beth (Schilling), ele vai até sua casa e acaba aceitando um emprego no canil administrado por sua família. Apesar da desconfiança inicial de Beth e de seus problemas pessoais, eles iniciam um romance, fazendo com que Logan espere que Beth possa ser muito mais do que seu amuleto da sorte."
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Dia sem Tabaco: Maioria dos portugueses nunca fumou
Diário Digital
quinta-feira, 31 de Maio de 2012 | 09:53 | RSS
"A maioria dos portugueses (62 por cento) nunca fumou, enquanto 23 por cento (%) dizem ser fumadores e 15% deixaram de fumar, segundo um Eurobarómetro hoje divulgado em Bruxelas.
A sondagem - realizada no âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, que é assinalado na quinta-feira -- mostra que só a Suécia (13%) tem menos fumadores do que Portugal, que empata com a Eslováquia no segundo lugar do ranking.
Em relação aos que nunca fumaram, Portugal está acima da média da União Europeia (UE 51%) e abaixo no campo dos ex-fumadores (UE 21%).
Comparando com a última sondagem deste tipo, feita em outubro de 2009, as estatísticas mostram que a prevalência de fumadores baixou um ponto, enquanto a de não fumadores desceu dois pontos e a de ex-fumadores subiu outros dois.
Em média, os portugueses começaram a fumar aos 17,7 anos (UE 17,6), embora a grande maioria se situe na faixa etária entre os 15 e os 18 anos -- 51% em Portugal e 53% na média europeia.
Por outro lado, 45% dos portugueses já tentaram deixar de fumar (UE 60), a grande maioria dos quais (84 por cento) sem qualquer ajuda (UE 66%).
A preocupação com a saúde é o principal motivo para deixar de fumar em Portugal (59%) e na UE (60%).
Os maços de cigarros são o produto favorito dos fumadores portugueses (90%) e europeus (89%), os cigarros enrolados surgem em segundo lugar com índices de consumo de, respetivamente, 28 e 26%, seguindo-se os charutos (zero e 3%) e cachimbo (2% em Portugal e na UE).
Um português consome, em média, 14,4 cigarros (UE 14,2) e para 88% dos respondentes (UE 84 por cento) o sabor é determinante na escolha do tabaco.
O preço é também um fator a ter em conta para 85% dos fumadores portugueses (UE 65%) e o teor de nicotina e de monóxido de carbono é tido em conta por 61% (UE 45%).
Trinta e nove por cento dizem conhecer o cigarro eletrónico (UE 46), mas as opiniões dividem-se sobre os seus malefícios, com os portugueses empatados entre a resposta "faz mal à saúde" e "não faz mal à saúde": 27% (UE 27% e 35%, respetivamente).
O trabalho de campo foi realizado, em Portugal, entre 25 de fevereiro e 11 de março, tendo sido feitas 1.009 entrevistas pela TNS Euroteste."
Fumar mata
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Governo quer proibição total de fumo em locais publicos até 2020
O Governo quer acabar com as zonas para fumadores até 2020, segundo um projeto do Ministério da Saúde
O Governo quer acabar com as zonas para fumadores até 2020, segundo um projeto do Ministério da Saúde que pretende proibir a instalação daqueles espaços em novos estabelecimentos e dar um prazo de oito anos para extinguir os já existentes.Em entrevista à agência Lusa o secretário de estado adjunto e da saúde, Fernando Leal da Costa, revelou que o ministério está a ultimar um conjunto de propostas de "alterações pontuais" à Lei do Tabaco de forma a garantir uma menor exposição dos fumadores passivos ao fumo.
"A nossa ideia é criar um mecanismo que impeça a instalação de novos locais para fumadores. Já aqueles que (hoje) têm espaço para fumadores terão uma moratória para que seja possível fazer a amortização do investimento, antes de ser aplicada a lei de restrição de não fumo a todos os espaços públicos", anunciou o responsável.
Ler mais: http://visao.sapo.pt/governo-quer-proibicao-total-de-fumo-em-locais-publicos-ate-2020=f667536#ixzz1wR06Aa00
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Sugestão cinematográfica - Hysteria (2011)
Uma comédia romântica que conta a história da invenção do vibrador. A não perder!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Dia internacional contra a homofobia
Há 22 anos que a OMS retirou a homossexualidade da lista de doenças, no entanto, é considerada ilegal em 78 países e punida com pena de morte em cinco.
Quatro em cada dez jovens homossexuais, bissexuais ou com dúvidas quanto à sua orientação sexual são vítimas de bullying homofóbico nas escolas portuguesas.
Vale a pena interrogarmo-nos sobre a modo como estamos a educar as nossas crianças e jovens.
Honremos a nossa Constituição da República.
Vamos todos juntos combater a homofobia e Indignar-nos contra o preconceito e a discriminação.
Se o amor é um direito não deverá ser livre de
preconceitos?
A equipa
da PES
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Assim se querem os amigos!
A primeira vez
"A primeira vez que alguém tem relações sexuais é muito marcante e, o melhor, é que tudo corra bem desde o início. É que criamos sempre tanta expectativa, fantasiamos tanto sobre este momento em particular que se torna difícil não ficar nervoso(a)!
Mas não te preocupes: sentir algum receio é muitíssimo
natural, tanto para os rapazes como para as raparigas. Embora se diga que
"homem que é homem" tem de saber tudo, ter experiência, etc., etc.,
etc., e nunca, mas nunca ficar nervoso!... toda a gente tem que começar por
algum lado, não é?
A primeira vez varia de pessoa para pessoa (como todas as
experiências pelas quais passamos) e tem muito a ver com o grau de confiança,
compromisso, intimidade, paixão/atracção que se tem como o(a) namorado(a).
E, para conseguires conquistar toda essa confiança e
intimidade, é preciso haver diálogo. As duas partes envolvidas devem ter a
certeza de que querem mesmo ir para a frente e, no caso de quererem, saberem
qual o tipo de contraceptivo que vão utilizar (porque se pode engravidar na
primeira vez, contrariamente ao que se ouve dizer).
Mas o mais importante (ou igualmente importante) é que
encontres a tua hora certa. Não cedas a chantagens emocionais (sejam elas de
namorado(a), de amigos ou de quem quer que seja!). Mais cedo ou mais tarde,
acabas por descobrir a tua hora certa.
Mas já estás farto(a) de ouvir falar na hora certa... Então,
como é que sabes que a tua já chegou?
Bem... Não existe uma hora nem um local determinados para
cada pessoa (a não ser que acredites no destino...) e nem sequer há fórmulas
matemáticas aplicáveis a toda a gente! Por isso, o que podes (e deves) fazer é
ficar tranquilo(a) e consciente para lidar com as mudanças. Não, ninguém
consegue saber, só de olhar para ti, se és virgem ou não. Quando falamos em
mudanças, referimo-nos às responsabilidades que são a consequência (e não a
punição) do que estás prestes a fazer.
Na verdade, não importa a idade com que se perde a
virgindade (o que não quer dizer que te devas precipitar e fazer algo para que
ainda não te sintas psicologicamente preparado(a), apesar de, fisicamente, já o
estares!). Podes ter 16, 25 ou 40!
O que importa é teres maturidade suficiente para assumir as
consequências dos teus actos.
Tens de estar consciente dos riscos que poderás correr
(engravidar, contrair uma doença ou até descobrir que te enganaste na pessoa
escolhida para a tua "estreia" sexual), para poderes tomar as
precauções necessárias para evitar todas essas adversidades.
Certamente criaste espectativas - tem confiança: este pode
ser um momento único!
Mas, se não for como esperavas, lembra-te também que a
experiência faz com que uma coisa que fazemos se torne sempre melhor...
E não te esqueças! Se tiveres alguma dúvida mais persistente
não custa nada ir a um médico ou a uma consulta de planeamento familiar. E é
claro que também podes sempre contar connosco!"
http://www.educacao.te.pt/jovem
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
«Sexualidade e Afectos Juvenis», de José Machado Pais
O livro «Sexualidade e Afectos Juvenis», de José Machado Pais, publicado pelo Instituto de Ciências Sociais, foi lançado na sexta-feira passada.
Segundo a editora:
“Este livro explora cartografias sentimentais do mundo dos jovens: imaginários, anseios, expetativas… mas também experiências afetivas, vida sexual, paixões e desgostos de amor.
Jovens e respetivos pais são convidados a debater a educação sexual, confrontando-se as suas atitudes perante a sexualidade, os namoros e tradições veiculadas por provérbios.
É um livro que aborda as imagens corporais na construção da identidade juvenil, as estratégias de sedução, os próprios atos de nomeação (alcunhas) nas relações sociabilísticas.
Sobressaem caminhos metodológicos que valorizam as virtualidades semânticas do que os jovens pensam quando nos falam da realidade vivida.
Por isso, ao analisarem-se os conflitos familiares, valorizaram-se conceitos sensibilizadores como jogo de corda, trepar, caldo entornado, apalpar terreno, estoirar dinheiro, rédeas curtas, rédeas largas.
Livro sobre jovens, escrito a pensar neles, mas também nos seus pais, frequentemente desarmados frente às surpresas que, inesperadamente, saltam do armário usado como metáfora dos mistérios da adolescência.”
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Uso Incorrecto do Preservativo: Uma Prática Comum
Um estudo levado a cabo por um
grupo internacional de investigadores detectou 14 erros comuns no uso do
preservativo que diminuem a sua capacidade de prevenir doenças sexualmente transmissíveis
(STDs) e gravidez.
O estudo, desenvolvido em 14 países diferentes entre 1995 e 2011, envolveu 50
trabalhadoras do sexo, centros de detecção de infecções sexualmente
transmissíveis, casais monógamos, estudantes universitários e adolescentes e
permitiu detectar problemas como:
- colocação tardia (entre 17 e 51 por cento);
- remoção precoce (13 a 44.7 por cento);
- desenrolar incompleto do preservativo;
- armazenamento incorrecto;
- reutilização;
- desenrolar do preservativo antes de o aplicar no pénis (25.3 por cento);
- não deixar espaço para a acumulação de sémen;
- aplicação do avesso com remoção seguida de nova aplicação (4 a 30.4 por cento);
- exposição do preservativo a objectos cortantes (como os dentes) durante a remoção do invólucro (2.1 a 11.2 por cento); e
- não garantir a integridade do preservativo antes da utilização (74.5 por cento dos homens e 82.7 das mulheres).
De acordo com a principal autora do estudo, Stephanie Sanders do Indiana
University's Kinsey Institute for Research in Sex, Gender and Reproduction,
aproximar o uso típico do uso correcto do preservativo é essencial para
"reduzir muito a epidemia de infecções sexualmente transmissíveis e
gravidezes imprevistas."
Os investigadores reconhecem que o estudo é limitado pela grande variedade de
problemas registados nos 50 estudos analisados, bem como pelo facto da maioria
dos estudos terem sido realizados em países desenvolvidos, nomeadamente nos
Estados Unidos da América.
Apesar dos investigadores realçarem "serem necessários mais estudos acerca
dos erros que surgem no uso do preservativo num maior leque de países"
sugerem que os problemas citados "poderão afectar milhões de
pessoas." Por exemplo, "a reutilização de preservativos poderá ser
mais comum em países menos desenvolvidos ou entre os mais desfavorecidos."
"A recolha de informação relativa aos erros associados ao uso do
preservativo e aos problemas em populações distintas poderá ajudar a moldar as
próximas campanhas de promoção do uso do preservativo", concluem os
investigadores.
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